Mostrando postagens com marcador dependência química. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador dependência química. Mostrar todas as postagens
sábado, 3 de agosto de 2013
DROGAS, UM PEDIDO DE SOCORRO....
Você sabe porque os jovens são atraídos pelas DROGAS?
Os apelos dos comerciais obviamente exercem uma grande parcela de culpa, mas não é somente ela a única responsável pela drogadição em nossos adolescentes.
Eles experimentam essas substâncias por pressão dos “amigos”, é uma maneira pela qual se sentem adultos, capazes de tomar suas próprias decisões, ou ainda por curiosidade, por imitação, uma maneira de se sentirem independentes, de se revoltarem contra a família, ou com a intenção de fazer uma “se sentirem importantes”.
Eles consomem álcool porque consideram ser: “normal”, “-Todo mundo bebe, eu gosto, é divertido, eu fico mais relaxado, menos tímido, porque estou mal, é uma maneira de não pensar nos meus problemas.
Quando me questionam quais os adolescentes que se encontram em situação de risco, eu respondo: TODOS! A maioria dos adolescentes e jovens sofrem pressão para o início de seu uso.
Conheça os fatores que o tornam potencialmente mais propensos a experimentar as drogas:
1. A história familiar de alcoolismo ou drogadição, e a atitude dos pais ao perceberem que seus filhos estão bebendo ou fumando;
2. Família isolada socialmente, com o uso das drogas, aumenta o índice de fugas do lar, abuso físico e até sexual.
3. Estresse familiar,causado por uma separação, novas uniões conjugais, constantes brigas em casa, desemprego, doença ou morte de um dos pais.
TARDE DEMAIS...
Vou contar uma historinha, que relata como acontece na maioria dos casos. Por questões éticas, este caso não é verídico.
(Caso hipotético de uma adolescente de 16 anos).
Ela tomava bebidas alcoólicas, relata sua mãe. Nós achavamos isso normal, depois de algum tempo, ela começou a usar maconha com um namorado, quando vimos, era tarde demais... Ela ia mal na escola, se achava feia, era muito insegura, gritava conosco e com sua irmã quando não deixávamos que ela saísse. Um ano depois, ela fugiu de casa pela primeira vez, depois mais uma monte de vezes... quando percebemos ela já estava se prostituindo e morando na rua.
DICAS ÚTEIS sobre como lidar com seu filho adolescente:
1. Estabelecer um consenso familiar sobre o uso de substâncias: as regras devem ser comunicadas antes da puberdade. As crianças devem saber que seus pais esperam que na adolescência não fumem, não bebam, não usem maconha e outras drogas. Cada família deve estabelecer suas próprias regras, que devem ser repetidas com freqüência.
2. Estabelecer penalidades pelo não-cumprimento das regras: as punições não precisam ser nem repressivas, nem excessivas e devem ser anunciadas previamente e mantidas de forma consistente. Pode ser útil estabelecê-las com a participação dos filhos, no começo de sua adolescência. Exs: perda de privilégios, restrição ao uso do telefone, “proibição de sair de casa”, etc.
3. Dedicar algum tempo diário para conversar com os filhos a respeito do que está se passando em suas vidas, como se sentem e o que pensam. Deve-se deixá-los falar livremente, não é necessário ter respostas, mas escutá-los atentamente, respeitando suas experiências e sentimentos.
4. Ajudar os filhos a definirem objetivos pessoais: essas metas podem ser acadêmicas, esportivas e sociais. É importante ensinar os filhos a tolerar seus inevitáveis fracassos, que são oportunidades para crescer e não para desanimar.
5. Conhecer os amigos dos filhos: conhecer também os pais, encontrar-se com eles e compartilhar conhecimentos.
6. Ajudar os filhos a sentirem-se bem com suas próprias qualidades e com seus pequenos ou grandes êxitos: isto significa entusiasmar-se pelo que gostam.
7. Deve haver um sistema estabelecido para a resolução de conflitos: nem sempre os filhos estão de acordo com todos os regulamentos da casa. A melhor maneira de manter a autoridade é estar aberto aos questionamentos dos filhos. Um recurso útil é incluir a consultoria com uma pessoa respeitada por todos (outro membro da família, um médico, um vizinho, etc.).
8. Falar freqüentemente e muito cedo com os filhos a respeito de seu futuro: os filhos devem saber que o tempo que viverão com seus pais é limitado, pois se tornarão adultos, sairão de casa e, neste momento, deverão pagar suas contas e estabelecer suas regras. Enquanto estiverem na casa dos pais precisarão aceitar sua autoridade.
9. Deve-se desfrutar dos filhos: uma das maiores felicidades da vida é ter os filhos em casa. Tanto os pais quanto os filhos devem trabalhar para que o lar seja um ambiente positivo para todos. Isso significa trabalho de equipe e respeito mútuo.
10. Ser um pai/mãe “intrometido/a”: é importante fazer perguntas aos filhos, onde e com quem estão. Esta informação é necessária para que sejam pais efetivos.
NUNCA é tarde demais... tarde demais, é a desculpa de quem desistiu de viver! Procure ajuda: NA (narcóticos anônimos), AA (álcolatras anônimos), CAPS (centro de atenção psicossocial), ou com um psicólogos especializado em dependência química.
Essa doença... TEM CURA!
Dra. Luciana Muszalska - CRP:61713 Psicóloga Clínica - Atuou como consultora das Tvs Bandeirantes, Record e Rede Tv. (12) 9619 2019 Vivo / (11) 9 5444 7347 Tim Consultório: Rua Conceição, 711 – Centro – Ubatuba – SP.
Marcadores:
álcool,
cocaína,
crack,
dep químicos,
dependência química,
dependente químico,
depressão,
drogas,
internação,
jovens,
maconha,
on line
sexta-feira, 2 de agosto de 2013
Pais de um usuário de drogas.... COMO AJUDAR?
À
MÃE E AO PAI DE UM ABUSADOR DE DROGAS
Os pais chegam ao consultório DESESPERADOS. O que fazer para minimizar tamanho sofrimento? Como ajudar esses pais que criaram esse filho com tanto amor e vêem ele se destruindo?
Foi pensando
nisso que escrevo essa matéria.
Na relação entre pais e filhos a relação emocional
é muito grande, pois foram eles que viram os primeiros passos desse “bebê”, foram
eles que passaram noites e noites acordados cuidando do filho, foram eles que o
acompanharam pela 1ª vez a escola, eles
SE SENTEM RESPONSÁVEIS pela felicidade do filho.
A reação mais comum dos pais é tratá-lo como se o filho ainda fosse uma criança.
Normalmente o amor e orgulho dos pais atrapalham a recuperação do filho
pelo excesso de permissividade. Os pais perdoam, buscam desculpas e
justificativas para o comportamento dos filhos e acreditam que TUDO o que eles
estão fazendo vai ajudar seu filho. Mas INFELIZMENTE, não é bem assim que
ocorre na maioria dos casos, pois se TUDO estivesse bem, e nada tivesse que ser
mudado, provavelmente seu filho não estaria
envolvido com as drogas, sei que é difícil admitir isso, mas é necessário!
Precisamos ouvir a verdade, pois só
assim poderemos curá-lo de verdade! A dependência química é uma DOENÇA! Sim,
uma doença, e como tal merece cuidado e tratamento.
Não é nada fácil conviver com um comportamento instável do
dependente químico, alguns pacientes apresentam hiperatividade, congestão nasal
crônica, irritabilidade, mudanças de humor, insônia noturna, depressão severa,
perda excessiva de peso, falta crônica de motivação, paranóia, suor excessivo
nas roupas, abandono geral de higiene pessoal.
Esses pais e familiares passam noites aguardando
ansiosamente pelo som da chave na porta a espera do filho entrando em casa,
pagam contas de telefone cada dia mais altas, percebem que as suas vidas
transformaram-se numa completa bagunça. São contas enormes, dívidas, ameaças
contra a vida de seus filhos, quando não chegam ao ABSURDO de irem buscar
drogas para o filho para que ele não seja morto... no percurso.
Sim! Eu já ouvi em meu consultório relatos de familiares que
chegavam a comprar drogas para que o filho usasse em casa, e não morresse na
rua... A família está tão perdida, que faz sacrifícios ENORMES assumindo
as contas que seriam do filho. A droga, desestrutura TODA A FAMILIA, e não somente o dependente químico, alguns
chegam a culpar membros da família pela dependência química... Por este motivo
é FUNDAMENTAL a necessidade de pedir
ajuda a um profissional especializado
na área.
Você só pode ajudar
enfrentando os fatos!
Sozinho, você não consegue impedir o abuso de droga dele.
Não adianta brigar, conversar, ser bonzinho ou bravo...
Você pode ajudá-lo melhor se puder convencer a
sí próprio que quanto mais RESOLVER os problemas dele, pior será! Dificílimo aceitar isso, eu sei. Mas é a pura verdade!
Se você assume as responsabilidades dele, cria desculpas para ele, você não estará ajudando.
Existem dependentes que vendem os móveis de casa, que vendem
a cama, o colchão, o fogão, o bujão de gás... e a família compra tudo
novamente, por ter dó de vê-lo nessa situação... mas ao fazer isso, você só o
estará ajudando a continuar se drogando.
Pergunte-se honestamente, se você não está cometendo algum
dos comportamentos abaixo, eles dificultam a recuperação do dependente químico.
Ou seja, Sem ter a intenção, muitos pais
acabam ajudando a manter seus filhos na situação de dependentes químicos.
1-
Negação: Ele
não é dependente químico, é coisa da idade, vai passar...
2-
Justificar:
Desde que o pai dele morreu.... o trabalho dele exige demais.... coitado....
3-
Guardar:
Esconder seus sentimentos dentro de você. Não pedir ajuda a um profissional
especializado
4-
Evitar problemas:
Proteger excessivamente, acreditando que a falta de conflito fará com que ele
não utilize as drogas.
5-
Minimizar:
Não é tão mal assim.... As coisas vão melhorar quando....
6-
Proteger:
Esconder de todo mundo que ele é um Dependente Químico, mesmo que todo mundo já
saiba.
7-
Tranquilizar:
Passar a usar tranqüilizantes, comer excessivamente ou trabalhar demasiadamente
como FUGA do problema.
8-
Sentir-se
culpado: assumir responsabilidades que são dele, aguentar tudo.... não
ajuda em nada.
Importante: A culpa não é
sua; ninguém é culpado. Não tenha
vergonha dele, não o proteja nem da polícia. Infelizmente, a tendência dos familiares
é sempre a de minimizar, e isso só dificulta. Ele precisa admitir que PRECISA
DE AJUDA, QUE QUER AJUDA, QUE SOZINHO ELE NÃO É CAPAZ DE SAIR DESSA!
Quanto mais rápido ele perceber isso, maior a chance de
recuperação.
Busque VOCÊ AJUDA, você também precisa saber como lidar com
essa situação.
Ao admitir que temos problemas, que caímos, que somos
frágeis, temos a chance de nos reerguer novamente!
Grupos como o NA (Narcóticos Anônimos mantém apoio gratuito
aos pacientes e familiares do dependente químico).
Caso prefira o atendimento particular, procure um profissional especializado em
Dependência Química!
Marcadores:
ácido,
ajudar,
clínica,
cocaína,
crack,
dependência química,
dependente químico,
drogas,
internação,
lsd,
maconha,
medicação,
psiquiatra,
tratamento
Assinar:
Postagens (Atom)

