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sexta-feira, 12 de julho de 2013

OS JOVENS ESTÃO INSEGUROS SOBRE A ESCOLHA PROFISSIONAL


      OS JOVENS ESTÃO INSEGUROS SOBRE A ESCOLHA PROFISSIONAL:

O que o jovem busca?                                                                                                                   
Quais as suas maiores preocupações, angústias e inseguranças?                                         

A resposta é: 96% dos jovens afirmam que a INSEGURANÇA NA ESCOLHA PROFISSIONAL é o que mais os aflige no momento.            


A pergunta feita aos alunos do Ensino Médio é típica. Você vai prestar para o que?   Difícil é eles saberem a resposta.                                                                                                                 
Segundo um estudo elaborado pelo DataTeen, Centro de Pesquisas do Instituto Paulista de Adolescência (IPA), quase metade (42%) dos estudantes que vão prestar vestibular, não se sentem seguros sobre sua escolha profissional.                                                 
 Este fato é assustador, pois a taxa de abandono dos cursos universitários chega a 40% , mesmo em alguns cursos das melhores faculdades do estado.                                                       
O que chama mais a nossa  atenção, é que o investimento financeiro da família (escolas,  cursinhos, vestibulares, material didático, etc.), é altíssimo, e eles não tem certeza do que buscam profissionalmente.                                                                                                          
Passar numa das mais conceituadas faculdades do estado, ainda é o sonho da maior parte destes jovens, mas que curso escolher?                                                                                                                                             
A explicação para o comportamento indeciso do jovem é uma combinação de vários fatores. Primeiramente, a escola tem que priorizar o conteúdo escolar, formar estes alunos não é uma tarefa fácil!                                                                                           
As informações que os jovens obtêm, vem na maior parte das vezes da televisão e não da família, nem da escola. Os jovens são bombardeados por informações como saturação em algumas áreas profissionais e mudanças em outras, o que os leva a uma grande confusão, deixando-os ainda mais inseguros neste processo de escolha.                             

O amadurecimento tardio das novas gerações, também é uma das razões que geram essa insegurança.                                                                                                                        
A adolescência se esticou nas últimas décadas. Ela não só tornou-se mais precoce, como também avançou em direção a fase adulta. Encontramos hoje, um número representativo de jovens que aos 20 anos, ainda estão imaturos para decisões importantes como a escolha da carreira profissional.                                                       
Os jovens entram nessa fase mais novos e saem dela bem mais velhos em comparação às gerações dos pais.                              
O interessante é que apesar de trabalhar a tantos anos com adolescentes, percebo que mesmo “os sabem o que querem” e “que tem certeza da carreira/ curso que escolheram”,  não sabe responder o porque da sua escolha...                                             

A Orientação Profissional pode ser muito útil neste momento. Ela pode ajudar o jovem, tanto no processo de autoconhecimento, no conhecimento do mercado de trabalho e das profissões, como auxiliá-lo neste processo de amadurecimento e escolha.                                                                                                
Para que serve a Orientação Profissional?                                                                                   
Ela tem o objetivo de auxiliar o indivíduo na escolha de uma profissão que responda a suas expectativas futuras. Desta forma, reduz-se o risco de frustrações no âmbito profissional, as quais representam ganho de tempo, de dinheiro, além de evitar desgaste emocional e  frustração.                                                                                                     

A orientação profissional é destinada a indivíduos que estão iniciando a busca profissional.

Ela busca, através de uma série de técnicas e testes, ajudar o indivíduo a:
1. Conhecer melhor as profissões e o mercado de trabalho;
2. Identificar as forças internas que orientam sua escolha profissional;
3. Refletir sobre sua problemática profissional e buscar a solução.                            

Sintetizando, percebemos que as pessoas se dividem basicamente em tipos profissionais, que se adéquam mais ou menos a uma ou outra atividade profissional.

 Indivíduos Realistas são voltados para realizações observáveis e concretas e preferem trabalhar mais com máquinas, eventos e coisas do que com pessoas.
Tem como valores principais as recompensas financeiras por realizações observáveis.                                                                                                 
 Indivíduos Investigadores são voltados à exploração intelectual e preferem mais o pensar do que o agir; são mais introvertidos e menos sociais, evitando atividades persuasivas.
Os valores principais são o conhecimento e a aprendizagem.                                                                                     
Indivíduos Artísticos são voltados para as atividades artísticas, musicais e literárias. São menos sociáveis como o tipo Investigador, mas são muito emotivos, necessitam de atividades expressivas individuais; evitam rotinas e regras e tem por valores principais a criatividade, a estética e as emoções.                                                                                                
Indivíduos Sociais dão preferência às atividades de ajuda, ensino e tratamento de pessoas, preferindo portanto lidar com as pessoas a lidar com atividades mecânicas e técnicas. Apresentam também uma maior necessidade de atenção, tendem a ser oralmente dependentes e tem por valor principal o bem-estar social.                                                                                                        

Indivíduos Empreendedores preferem atividades nas quais podem dominar, persuadir e liderar os outros; tendem a ser oralmente agressivos; evitam atividades intelectuais complicadas que requerem esforço prolongado; tem por valores principais o dinheiro e o status.                                                                                                                 

 Indivíduos Convencionais preferem atividades estruturadas nas quais devem seguir ordens claras, evitando  portanto, situações confusas. Tendem a ser conformistas; tem como valor principal o dinheiro e o poder em ocupações sociais.  
                                                                                                                                            
Obviamente, as tendências apresentadas acima não são tão bem definidas e estruturadas, pois cada pessoa é única, e em geral apresenta mais de uma categoria definida, mas a partir dessa linha de pensamento é possível direcionar o jovem às carreiras que mais tenham a ver com as suas personalidades e expectativas de vida.

As técnicas envolvidas, bem como o tempo destinado a cada tema, variam de acordo com a dinâmica de cada paciente ou grupo de jovens.


Investir em conhecimentos rende sempre melhores juros.

quarta-feira, 3 de julho de 2013

TUDO É CULPA DA MÃE?


Tudo é culpa da mãe?

 

Você muito provavelmente já ouviu essa frase: A CULPA É SUA!

Pedrinho repetiu o ano, está mal educado, não obedece ordens, só pensa em surfar e jogar futebol... Aninha faz xixi na cama, é insegura ou agressiva... Paulinha está fumando maconha, anda com amigas que não prestam, ficou grávida...

A culpada é sempre a MÃE!
 

 Não sei se você já parou para pensar, mas as mães tem um papel fundamental na sociedade. São as mães quem geram, que carregam por meses esse bebê na barriga, que amamentam, são elas que se preocupam em escolher a melhor escola, tentam educar da melhor maneira seus filhos, e a noite, após o trabalho,  ajudam  nas suas lições de casa e organizam a agenda da criança para os próximos dias....

Elas têm o poder de criar um homem ou uma mulher que terá a oportunidade, de fazer a diferença no mundo.

 

Mas, porque então tudo tem que ser culpa dela?

Não faz muito tempo que a função do homem era a de prover o sustento da família, e a mulher tinha que cuidar da casa e dos filhos. Mas isso mudou!

Hoje as mulheres trabalham e ajudam também no orçamento familiar, e por este motivo, acumulam funções, pois ao chegar em casa elas cozinham, cuidam dos filhos, lavam, passam e ainda tem que estar lindas, sensuais e perfumadas para o final romântico da noite ao lado do marido, ou namorado.

O número de separações hoje é recorde internacional, surgem novos padrões de famílias. A educação passou dividida entre a casa do pai quinzenalmente, e casa da mãe nos demais dias, na maioria dos casos. Os novos companheiros agregam posturas diferentes de educação, e se compartilhar a maneira de educar entre pai e mãe já não era uma tarefa fácil, imaginem agora, com essa nova divisão de trabalho, com o excesso de afazeres profissionais e domésticos e ainda com a educação dividida em dois polos familiares completamente diferentes.

Reaprendendo a ser pais ....o mundo mudou!

Pais modernos são aqueles que educam JUNTOS. Que caminham na mesma direção, que negociam entre eles e longe dos filhos o tipo de educação que irão adotar, estejam eles casados ou separados, que dividem a função de educar um filho e se responsabilizam pelas falhas ou sucesso dos filhos. É óbvio que as mulheres se sentirão mais a vontade com algumas atividades e os homens em outras quando nos referimos à educação dos filhos, mas andar na mesma direção é o único caminho para o sucesso! Quando ambos se comprometem na educação dos filhos, percebemos um lar mais harmonioso, um ambiente mais calmo, crianças que aprendem a compartilhar mais, pois vivenciam dentro de casa essa rotina. Tornam- se crianças mais seguras, com menor grau de dependência, pois terão a certeza de que na ausência de um, o outro assumirá o papel.                                                                                                                            
 
Quem ganha com isso? TODOS... Quem não prefere viver em um ambiente mais tranquilo? E quando surgem os problemas? Teremos que resolvê-los JUNTOS, pois somos uma família, em que um deseja a felicidade do outro. Responsabilizamo-nos pelo bem estar uns dos outros.