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segunda-feira, 14 de outubro de 2013

Falta de limite, Depressão ou TDAH (Déficit de atenção)?

Falta de limite, Depressão ou TDAH (Déficit de atenção?

Porque será que nos Estados Unidos 9% das crianças em idade escolar foram diagnosticadas com TDAH (Transtorno do Déficit de Atenção com Hiperatividade) e são tratadas com medicamentos e na França, o percentual desse mesmo diagnóstico cai para 0,5%?                             
Porque é que nos Estados Unidos ela é considerada uma epidemia e na França ele é quase desconsiderada?
Minha intenção com este artigo é chamar vocês, pais, avós, educadores e médicos para uma reflexão. Não sou dona da verdade, nem quero dizer que seu filho não sofre de TDAH, mas afirmo que no Brasil, muitas crianças que estão sendo tratadas como portadoras de déficit de atenção e hiperatividade quando o diagnóstico correto não é este.
TDAH é um transtorno biológico-neurológico? Absurdo, mas a resposta a esta simples pergunta depende de onde você mora. Nos Estados Unidos, os psiquiatras pediátricos consideram o TDAH como um distúrbio biológico, com causas biológicas e por este motivo o tratamento escolhido obviamente também é o biológico, ou seja, medicamentos estimulantes psíquicos, os mais conhecidos são a Ritalina e Adderall.                                                                             
Por outro lado, na França, os psiquiatras infantis tem outra opinião, para eles o TDAH é uma condição médica que tem causas BIO-PSICO-SOCIAIS, portanto ao invés deles tratarem os problemas de concentração e de comportamento com medicações, eles preferem avaliar o problema causador do sofrimento da criança, ou seja ao invés de tratar o cérebro da criança, eles tratam o comportamento da criança com psicólogos infantis,  psicoterapia familiar ou ainda com psiquiatras infantis.
Esta é uma maneira muito diferente de ver as coisas, comparada à tendência americana de atribuir todos os sintomas de uma disfunção biológica a um desequilíbrio químico no cérebro da criança.
No Brasil, somos muito influenciados pela cultura americana e obviamente os padrões de atuação são, na sua grande maioria, influenciados por essa linha medicamentosa.                                                    
Na França existe o CFTMEA, criado em 1983 e atualizado em 1988 e 2000, que vem a substituir o DSM-3 e DSM-4. O CFTMEA, tem como foco identificar e tratar as causas geradoras do problema que causam os sintomas e não somente medicar as crianças para diminuir o comportamento agressivo.
Quem está certo ou errado? Impossível responder.
Há mais de 15 anos, eu, Luciana Muszalska, Psicóloga Clínica venho obtendo resultados fantásticos tratando os meus pacientes na linha da visão francesa. Sim, eu procuro a causa tanto para tratar TDAH, Depressão, Síndrome do Pânico, Dependência Química e diversas outras patologias.
É óbvio que o medicamento é fundamental nessa primeira fase de tratamento, pois sem ele, eu seria incapaz de alcançar alguns resultados. Mas eu afirmo com toda a certeza do mundo, é possível tratar pacientes e ter resultados fantásticos atuando na linha dos médicos e psicólogos franceses. É isso o que eu faço, há quase duas décadas.
É claro que a educação na França e nos Estados Unidos são completamente diferente.
Os limites educacionais na França são muito mais rígidos que os americanos e brasileiros.                                              
A filosofia dos pais franceses é diferente da dos pais americanos. Os franceses acreditam que limites aplicados de forma coerente, geram crianças mais seguras.                                                           
Eu compartilho dessa opinião, não só como psicóloga, mas também como mãe de dois adolescentes.                                                                                                                                                                 
Limites geram crianças mais seguras, adultos mais bem preparados para o futuro, um maior senso de responsabilidade, menor índice de suicídio e importante diminuição nos índices de dependência química.
Mais uma vez eu gostaria de fazer essa reflexão com vocês.  Muitas das crianças que eu atendi durante os meus quase 20 anos de consultório, são quem mandam e desmandam em casa.                                     

Os pais chegam exaustos do trabalho e se deparam com a bagunça generalizada, a criança gritando, se jogando no chão, batendo no irmãozinho, as constantes reclamações da escola... Realmente é uma situação INSUPORTÁVEL. Levá-lo ao médico e pedir “algo” que resolva o problema é muitas vezes o caminho mais fácil e barato, mas nem sempre mais efetivo.

O pior é que, essa criança crescem sem aprender a lidar com limites, sem se frustrar, sem crescer emocionalmente, e quando chegam na adolescência ou na fase adulta, a vida se torna... totalmente sem sentido. As drogas, a bebida, a agressividade, o suicídio acabam sendo algumas possibilidades a serem consideradas.

Meu questionamento é:

Que tal se você tentar mudar o foco e tratar a causa e não a consequência?


Dra. Luciana Muszalska  - Psicóloga Clínica –
Atuou como consultora das Tvs Bandeirantes, Record e Rede Tv.                                                      (12) 9619 2019 Vivo / (11) 9 5444 7347 Tim                                                                                         Consultório: Rua Conceição, 711 – Centro – Ubatuba – SP. 
                       www.lucianamuszalska.com.br



sexta-feira, 5 de julho de 2013

PORQUE EU ME AUTO-SABOTO?


Porque eu me auto-saboto?

 

Vou falar hoje no enorme número de pessoas que se auto-sabotam, que não conseguem manter o que conquistam, e o pior, são elas mesmas que se prejudicam, elas mesmas que destroem o seu próprio sucesso, acabam com a sua própria felicidade.                   

Pensem por exemplo, nas pessoas que conseguem abandonar as drogas por meses, anos... e “do nada” têm uma recaída, e colocam todo o esforço já conquistado, a perder... 
Por que?                                                                                                                            
Quantas pessoas  passam meses de dieta, praticam esportes e finalmente quando emagrecem... dez, vinte, trinta quilos... para,  logo em seguida, voltar a engordar novamente...   Justamente, quando estão lindas, magras, maravilhosas, saudáveis.... elas engordam tudo de novo. Por que?    

Sabe aquela pessoa que passa a vida inteira lutando para conseguir encontrar um companheiro (a), e quando finalmente consegue... joga tudo por água abaixo? Por que?

 

                                                                                                                                                    A pergunta é: Por que eu me auto-saboto?   

Por que quando eu conquisto TUDO o que eu mais queria... eu desisto?

Porque eu não consigo ser feliz?                                                                                              

Por que eu consigo emprego, cresço profissionalmente, e quando estou sendo admirado, ganhando bem... jogo tudo NO LIXO?


Você sabe porque isso acontece?

Em 1916, Freud escreveu um artigo que explica comportamentos que ainda hoje praticamos. O nome do seu artigo foi: “Os que fracassam ao triunfar”.                                                                                                                        
Em outras palavras, existem pessoas que tem medo de ser felizes e se auto-boicotam... Você acha isso estranho? Mas é um comportamento bem comum, e digo mais,  muito provavelmente você, já se auto- sabotou... e nem se deu conta disso!

O que Freud queria explicar era que, por alguma razão ‘complicada’ (subjetiva), alguns indivíduos tem dificuldade em lidar com o prazer da realização, com a satisfação, com a conquista.  Inacreditável?

                                                                                                                                              
Ao lidar com a realização ele (a) se sente angustiado (a). Muitas vezes essa sensação não é consciente. É como se essa pessoa “não merecesse” ser feliz!                                                         
É interessante perceber que, por mais que essas pessoas tenham “quase tudo”, elas estão sempre se boicotando, e o pior de tudo, não percebem que são elas mesmas as responsáveis pela sua própria infelicidade!


Conversando comigo mesmo (a):

Talvez... eu tenha medo de ser feliz.

Se eu tentar... eu posso gostar. E se eu gostar?

E se eu for feliz? E se der certo? Ai.... que medo...

 
Ao mesmo tempo que uma parte de mim quer ser feliz, quer mudar, quer experimentar... outra parte diz: “Talvez.. eu tenha que mudar”. Mas é tão bom fazer tudo desse jeito que eu estou acostumado (a)...

Por que mudar???

Culpa, medo, insegurança, covardia, raiva, desejo de vingança, acomodação... muitos podem ser os sentimentos que me levam a continuar no fracasso, a continuar fazendo as coisas da mesma maneira, a não querer evoluir.  Essa parte, em geral é INCONSCIENTE e REPRIMIDA, mas ela existe... e é ela que impede que você progrida, que tenha sucesso afetivo, profissional, emocional, que você seja FELIZ...

Podemos descobrir o que está por trás da auto-sabotagem ao fazermos perguntas a nós mesmos, tentando detectar culpas, medos, raivas ou nos lembrando de momentos importantes em nossas infâncias.

Você se lembra do ZIDANE?

Ele estava à um passo de se tornar o maior jogador da Copa do Mundo de 2006. Ele era a força do time e o grande trunfo da França na temível final contra a Itália. A mídia estava pronta para consagrá-lo como o atacante número 1 do mundo e contratos publicitários milionários o aguardavam. E o que ele fez? Ele se auto-sabotou. Ele destruiu sua carreira em segundos dando uma cabeçada no peito do italiano Marco Materazzi depois de uma curta troca de insultos. Sem mais nem menos, foi expulso. A França perdeu e ele encerrou sua brilhante carreira... resumindo... ele mesmo se destruiu!

 
Grande parte das pessoas, para não dizer todo mundo, tem uma boa história de auto-sabotagem. Quem, ao viver um relacionamento amoroso não bateu na testa e exclamou: “Ai meu Deus, de novo!”. Quem, não desligou o despertador para "só mais cinco minutinhos" e se atrasou? Quem nunca fugiu da dieta?

A auto-sabotagem está justamente na repetição destes comportamentos, atitudes e relações que não nos fazem bem, que nos trazem sofrimento, que geram stress...


Não existe outro caminho a não ser o auto conhecimento, pois é preciso conhecer a fundo nossas crenças e padrões para ver o que é preciso mudar.

Se entramos nas relações, inclusive com nós mesmos, prontos para usar o Zidane que existe dentro de nós... é provável que elas tenham um final parecido com o dele.

Será que as pessoas com as quais nos relacionamos é que são todas iguais?

Será que os homens são todos iguais?

Será que  mulher só muda de endereço?

Ou será que nós é que somos sempre iguais em todas as nossas relações?

O problema é que, quando estamos no ciclo da auto-sabotagem, só percebemos... quando percebemos... que nos auto-sabotamos... quando a perda já aconteceu!


Para sair do ciclo, é preciso reconhecer e saber que temos alguns jogadores que podem entrar em campo e fazer gol contra, ou... a favor, e que as vezes... o técnico desse time ... que está fora do jogo, tem melhores condições para avaliar o momento e a situação. O motivo é muito simples, ele quer ver VOCÊ BRILHAR.

Um psicólogo, estudou anos... para poder avaliar onde e porque você está se boicotando, além do fato dele estar fora da situação.

É muito difícil... que nós sozinhos, sem a ajuda de um profissional, consigamos nos auto-avaliar.

Muita gente, que repete o ciclo de auto-sabotagem, não procura terapia porque acredita que não há chance de mudar... ou... porque mais uma vez, está se auto- boicotando!


A pergunta é:

O que você fez para que fosse diferente?

PARE de achar que, você só será feliz no relacionamento se o parceiro mudar.


ATENÇÃO: Se o padrão está errado não adianta o parceiro mudar, nem você mudar de parceiro. O que precisa ser transformado é o SEU padrão, e consequentemente, o padrão das suas relações!

quarta-feira, 3 de julho de 2013

ADOLESCENTES QUE SE MUTILAM, eles se cortam, se queimam e podem até se matar....


ADOLESCENTES QUE SE MUTILAM, eles se cortam, se queimam e podem até se matar...

Se seu filho (a) apresenta o “hábito de se mutilar? ”                                                                    A MUTILAÇÃO é o grito de socorro de uma pessoa que não está conseguindo falar.

Quando surge a dificuldade em lidar com as emoções, alguns adolescentes acabam tendo essa reação extrema.  Eles se cortam, se queimam, se machucam muito.                                                                          

Não se trata de uma tentativa de suicídio, mas de uma manifestação enorme de sofrimento que pode ser o primeiro sinal de que algo está indo muito mal.                                                                                                                                       
Uma coisa é certa, ele (a) está precisando de ajuda!                                                                         

A adolescência é um período de grandes mudanças na vida dos jovens. Mudanças desde físicas e hormonais, como também dos desejos de uma nova sexualidade. É o conjunto de sentimentos tão intensos, que é como se o adolescente estivesse numa montanha russa emocional.                                                                                                                                 
 Lidar com esse turbilhão de emoções, não é uma tarefa nada fácil para a maioria dos jovens, e nem para seus pais...                                                  

Para alguns jovens, essa transição ocorre de maneira mais suave, sem comportamentos limite. Mas existem casos em que este tumulto emocional é tão grande que essa fase acaba sendo marcada por uma transformação bastante arriscada, como é o caso dos adolescentes que se AUTOMUTILAM.                                                                                                     

 

Eles recorrem neste momento a qualquer objeto afiado para se cortarem, em alguns casos, se queimam com cigarros ou isqueiros.                                                                                              
Tudo serve, quando o impulso surge. Desde uma faca, uma tesoura, uma agulha, até uma lâmina de barbear, a ponta de um clip, etc.                                                                                   
É importante ressaltar que quem se corta uma vez, irá se cortar muitas outras vezes.                           

 

Na maior parte dos casos, os cortes /queimaduras ocorrem principalmente no tronco, braços e pernas, que são as regiões mais acessíveis. Por outro lado, são aquelas em que é mais fácil esconder as marcas também.

Embora nem sempre haja dor física, a mutilação esconde emoções muito mais profundas e dolorosas emocionalmente. Isso não passa sozinho com o tempo!                                                  
É fundamental e imprescindível o acompanhamento psicológico nestes casos.                                                 
Existe ainda, casos como estes também na fase adulta, embora menos frequentemente.                                                                                                                                        
O mais importante de tudo é compreender que essa pessoa está precisando de ajuda, mesmo que ela mesma ainda não tenha identificado.

                                                  AUTOMUTILAÇÃO x SUICÍDIO

A automutilação não é sinónimo de tentativa de suicídio, mas é sinal de que algo muito errado está acontecendo. Ela acontece quando a pessoa não está suportando viver com as dores, cobranças e angústias que a vida tem lhe apresentado.                                                                          

Ela é sinal de que existe o risco de suicídio evidente sim! Segundo estudos, 70% dos casos de suicídios já haviam sido avisados anteriormente. Esqueça a frase de que cão que ladra não morde.

Porque ocorre a automutilação?

Os cortes e as queimaduras funcionam como mecanismo do inconsciente para aliviar uma tensão que o adolescente não está conseguindo lidar. É por isso que a mutilação acaba sendo um hábito difícil de ser abolido sozinho. Alguns adolescentes se dizem “viciados” em se automutilar.

Ela funciona como uma válvula de escape. Eles acabam recorrendo a ela sempre que não conseguem lidar com alguma emoção, e nem se dão conta disso.                                                             
O que acontece é que, sempre que a tensão aumenta, o cérebro envia uma ordem pedindo alívio imediato, é neste momento que o adolescente sente que precisa se automutilar.                                        
Ao se cortar ou ao se queimar, ele “desvia” o incômodo emocional que existia, para a dor ou para o incômodo que o machucado provocou.

Aprender a lidar com as emoções, confiar e poder se abrir com uma terceira pessoa nem sempre é fácil. É necessária muita confiança e coragem para dar o primeiro passo. O medo destes adolescentes é o de ser julgado, de sentirem raiva dele, de serem rejeitados...                            
Casos como estes, são bastante delicados e devem ser tratados com muito respeito e profissionalismo. Ninguém se machuca porque simplesmente quer!

Ao dividir o problema, o primeiro passo foi dado, mas para abandonar definitivamente o comportamento de risco, é necessário mais que colo e bate papo de amigos.                                                
O auxílio de um Psicólogo nestes casos é fundamental.

Fique sempre atento a marcas, queimaduras e dificuldades emocionais em seus filhos, e na dúvida procure ajuda de um bom profissional.

terça-feira, 2 de julho de 2013

HIPNOSE E HIPNOTERAPIA FUNCIONAM?

                                            Hipnose e hipnoterapia funcionam?


Sou formada pelo Instituto Milton Erickson em São Paulo a muitos anos. Ele foi o fundador da American Society of Clinical Hypnosis, foi o precursor da modernização da hipnose clássica.                                      


A hipnose é uma técnica utilizada para se comunicar com a parte mais profunda da mente, o INCONSCIENTE. 

Hipnose, estado hipnótico ou transe hipnótico é um estado alterado de consciência, a pessoa hipnotizada não está dormindo, ela está em concentração profunda e com a memória ampliada e focada com mais precisão. Ao contrário do que se pensa, há muita atividade em todo o córtex cerebral durante a hipnose.Hipnose, estado hipnótico ou transe hipnótico é um estado alterado de consciência, a pessoa hipnotizada não está dormindo, ela está em concentração profunda e com a memória ampliada e focada com mais precisão. Ao contrário do que se pensa, há muita atividade em todo o córtex cerebral durante a hipnose.Hipnose, estado hipnótico ou transe hipnótico é um estado alterado de consciência, a pessoa hipnotizada não está dormindo, ela está em concentração profunda e com a memória ampliada e focada com mais precisão. Ao contrário do que se pensa, há muita atividade em todo o córtex cerebral durante a hipnose. Hipnose, estado hipnótico ou transe hipnótico é um estado alterado de consciência, a pessoa hipnotizada não está dormindo, ela está em concentração profunda e com a memória ampliada e focada com mais precisão. Ao contrário do que se pensa, há muita atividade em todo o córtex cerebral durante a hipnose. O Conselho Federal de Medicina e a Organização Mundial de Saúde- OMS RECOMENDA o uso da hipnose como coadjuvante no tratamento de varias doenças físicas, psicossomáticas e como meio de abreviar os tratamentos psicológicos.

A hipnose não é considerada uma técnica esotérica?A hipnose não é considerada uma técnica esotérica. Ela faz parte de um fenômeno neurofísico, em que o funcionamento do cérebro possui características muito especiais. Essas características  podem ser verificadas tanto em alterações nos encefalogramas quanto no decorrer de todo um estado hipnótico, como rigidez muscular completa, anestesia, hiperminésia (memória expandida),  fora algumas alterações de percepções.  A hipnoterapia se utiliza dessas vantagens para trabalhar com o cérebro neste estado a fim de ajudar pessoas. A Hipnose Clínica é a intervenção com um dos maiores números de trabalhos científicos já publicados, são mais de cem mil artigos, projetos e estudos.

É verdade que uma pessoa hipnotizada obedece a qualquer tipo de ordem dada?

Não! O cérebro está sempre pronto para despertá-la se ocorrer algo ofensivo, que seja contra a sua moral ou costumes.

Todos os estudos relatam resultados positivos em diversas áreas da saúde. Em uma pesquisa comparando a eficácia das várias formas de psicoterapia, os pesquisadores concluíram que a hipnoterapia teve a maior taxa de recuperação em um curto período de tempo:

Psicanálise: 38% de recuperação, após 600 sessões (11anos e meio);
­Terapia Comportamental: 72% de recuperação, após 22 sessões (6 meses); ­
Hipnoterapia: 93% de recuperação, após 6 sessões (1 mês e meio).

Então, vocês devem me perguntar: O porque eu não trabalho SOMENTE me utilizando das técnicas da hipnose e da hipnoterapia a que tenho amplo conhecimento e especialização?

A resposta é simples: Porque ela é contra indicada em alguns casos!

A hipnose é capaz de resolver tudo sozinha?

Nem sempre. A hipnose é uma ferramenta que deve ser utilizada dentro de um processo terapêutico muito mais amplo. Hipnotizar a pessoa e apenas eliminar determinados sintomas, sem investigar a causa de tais sintomas, não é a solução, e pode inclusive disfarçar um problema maior. Um profissional muito bem treinado sabe quando deve ou não se utilizar da hipnose. As pessoas são seres humanos completamente diferentes umas das outras.  Elas apresentam comportamentos, neuroses, transtornos e patologias muito distintas.  Obviamente, as necessidades individuais devem sempre ser analisadas pelo profissional para a escolha do melhor tratamento.  Cada paciente se adéqua melhor a um tipo específico de tratamento, cada patologia apresenta um resultado melhor dependendo da abordagem escolhida pelo profissional.  E é por isto que eu atendo me utilizando de diversas técnicas da Psicologia. O transe hipnótico permite que o Psicólogo introduza ideias de melhora pessoal e provoque mudanças de conduta positivas. Também pode fazer com que a pessoa recupere suas lembranças ou experimente os sentimentos que acompanharam eventos passados até o momento em que estavam no útero materno.  Esta técnica permite descobrir a origem dos conflitos afetivos e a razão de uma conduta nociva, além de poder aliviar o mal-estar, ao libertar ou analisar os traumas ocultos na mente.

Durante a hipnose, é aberta uma porta, normalmente fechada, entre as áreas do consciente e do inconsciente do cérebro, que são responsáveis por controlar o intelecto, as emoções e sensações, para que ambas trabalhem juntas para resolver os problemas e conflitos.  Combinada com outras técnicas, a hipnose é útil para tratar fobias (medos), depressões, ansiedades, insegurança, insônia, TOC (transtorno obsessivo compulsivo), dependência química, bulimia, anorexia, problemas sexuais, além de aliviar os efeitos da quimioterapia, dores entre muitos outros.

Gostaria de deixar claro que eu, Luciana Muszalska, não trabalho com regressão de vidas passadas, pois não é uma técnica comprovada cientificamente e não é aceita pelo Conselho Regional de Psicologia (CRP).

Muitas vezes, problemas sexuais, infertilidade, dores, tristezas podem estar associadas num evento de hipnoterapia, a memórias tristes da infância ou relacionamentos mal solucionados.

“No passado está a história do futuro." - Jean Donoso Cortés